Brasil é o país do futuro

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Versão digital da reportagem sobre o Brasil publicada no El País: para diário espanhol, só a corrupção ameaça o ‘futuro promissor’ brasileiro

O diário espanhol El País disse que o Brasil é o “país do presente”, em uma grande reportagem sobre o país publicada em sua edição deste domingo (11). O jornal citou a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a rápida resposta do país à crise econômica global, a diminuição da pobreza e a liderança brasileira na América Latina para sustentar que, quase 70 anos depois de ter sido feita, a previsão de que “o Brasil é o país do futuro” começa a se tornar realidade.

A reportagem começa citando a frase colocada pelo escritor austríaco Stefan Zweig em um artigo publicado em 1941, pouco depois de sua chegada ao Brasil. E diz que, depois de superar uma ditadura militar duas décadas [a ditadura brasileira durou de 1964 a 1985] e um período de decadência econômica no final do século passado, com hiperinflação e o aumento da desigualdade social, o país começa finalmente a florescer.

“Hoje, Brasil, um país do futuro [nome do ensaio de Zweig] poderia revelar-se como uma obra mais atual do que nunca, ainda que também poderia se chamar Brasil, um país do presente”, disse o El País.

O jornal sustenta que confirmam sua análise as constantes notícias publicadas sobre “o gigante sul-americano”: “crescimento econômico sustentado, solidez para aguentar o impacto da crise financeira, criação ‘imparável’ de empregos, a descoberta de grandes quantidades de petróleo no fundo de seu mar, a consolidação de sua indústria, a diminuição incessante da desigualdade social com o surgimento de uma nova classe média, a liderança política, econômica e militar da América do Sul…”.

O jornal disse que seria injusto deixar de citar a estabilidade econômica obtida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), mas afirma que todos os êxitos giram em torno da figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Lula é um animal político cuja intuição e o faro para estar na hora certa no lugar certo estão fora de discussão”, diz a reportagem. “[Lula] desperta a simpatia de Barack Obama, ao mesmo tempo em que mira o outro lado ante as estripulias do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Seu carisma e capacidade para agradar a gregos e troianos parece não conhecer limites, talvez por ter forjado um estilo muito pessoal de fazer política baseado na moderação.”

Para jornal, só a corrupção ameaça o futuro do país

O jornal também destaca a postura do Brasil nos foros internacionais, dizendo que o país “assume há anos o papel de porta-voz extraoficial dos países em desenvolvimento, em especial os latino-americanos e africanos”.

E diz que, para o Brasil, conseguir um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) “seria a maneira mais efetiva de fazer com que a voz e os interesses do Terceiro Mundo sejam levados em conta”.

“O argumento usado por Lula para alcançar esse objetivo a curto ou médio prazo é a indiscutível liderança brasileira na região sul-americana”, escreveu o El País.

Mas o jornal pondera que há apenas uma ameaça que pode fazer com que as previsões sobre o país não sejam cumpridas:

“Só a corrupção, arraigada há décadas na classe política brasileira, representa em si mesma um dragão de sete cabeças que ameaça acabar com um futuro promissor”, disse o texto.

Para o El País, cabe ao Brasil agora “demonstrar que sabe aproveitar esta oportunidade única que lhe brinda a história”.

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