Caio Fábio: Falência do Cristianismo

Falência do Cristianismo e da Doutrina

Assim como a vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes, do mesmo modo o Evangelho é mais do que Doutrinas e o Corpo de Cristo é mais do que qualquer Vestimenta Institucional que o pretenda vestir ou até mesmo agasalhar!

As Doutrinas são reflexos de um tempo e de uma geração. Por isto, em Jesus, nos Evangelhos, “doutrina” não significa o que o termo significa para nós. Para Jesus, nos evangelhos, doutrina era a pratica simples dos ensinos Dele; conforme se vê em João 7:14-17.

No mais se fala de doutrina nos evangelhos como um termo que procedeu da boca do povo, impressionado com os feitos de Jesus, acompanhado das palavras simples que Ele dizia.

Em Paulo doutrina é sinônimo de ensino do Evangelho conforme os Apóstolos.

Sim! Do jeito que está no Novo Testamento. Portanto, bem antes da Confraria de Nicéia se reunir sob a unção de Constantino.

Também em Paulo “outra doutrina” equivale a “outro evangelho”.

Portanto, “doutrina” não era um pedaço sistematizado da verdade de Deus, mas a própria e integral revelação, conforme Jesus, simplesmente como Evangelho.

Sim, e o que passar disto já é “outra coisa”.

Já o Corpo de Cristo é um Ente indefinível, não tendo no ajuntamento dos discípulos sua fronteira ou lugar de afirmação de quem seja quem.

Só Jesus conhece Seu próprio Corpo!

Nem os anjos…

Nem o diabo…

O dia da separação do joio do trigo será surpresa para o diabo também!…

E mais: os anjos farão a separação entre joio e trigo sob supervisão de Quem sabe; pois anjo algum jamais conheceu os mistérios que envolvem a relação de Deus com a criatura humana.

Dizendo isto afirmo que não estou nem um pouco preocupado com a falência global do Cristianismo, que, para mim, nunca foi alimento, tendo sido no máximo uma vestimenta histórica.

Ora, se o Cristianismo jamais me foi Alimento, Vida então é que nunca foi!…

Não foi Alimento, tanto quanto jamais me definiu Limites para o Corpo de Cristo.

Sim, desde a minha infância na fé, quando já cria que os de Cristo — todos eles, os que sabem de Jesus e os que são de Cristo sem nunca terem ouvido falar o nome Dele — são parte do Corpo de Cristo.

Por isto também jamais vi o Cristianismo como o lugar exclusivo dos de Deus. Sim, em tempo algum de minha caminhada nesses quase quarenta anos pregando a Palavra eu cri de outro modo.

Por isto, para mim, a falência do Cristianismo é falência de algo falível e feito para acabar mesmo; sendo que minha admiração é que tenha durado tanto tempo…

Amo o Cristianismo tanto quanto amaria mais o saleiro do que o sal se estivesse numa ilha deserta. Só brincando!…

Minha vida é mais do que o que eu como. Portanto, meu ser é mais do que o alimento da cultura cristã na qual nasci, mas que não é a Vida, sendo apenas o alimento cultural…

Além disso, meu corpo é mais do que a vestimenta cristã que o tem vestido pela circunstancialidade de eu viver no Acido-ente Ocidente da Terra.

Eu poderia perfeitamente andar se saião sem crise alguma, com um belo turbante na cabeça. Sim, meu corpo trocaria os jeans pelo saião sem queixa contra a Vida.

O meu corpo existe no ambiente natural apenas quando anda nu; pois foi assim que eu nasci.

Ora, quando o Corpo perde a Veste que antes supunha cobrir-lhe […], nada de mais acontece; pois, afinal, o Corpo nasceu nu na fé simples na Ressurreição; as vestes de “doutrinas humanas” já foram as folhas de Figueira oferecidas pelo Imperador Constantino.

Assim, quanto menos saleiro e mais sal na Terra, quanto menos vestes e mais Corpo, quanto menos receitas de alimentos e mais Vida simples, mais poder haverá no cumprimento da missão dos discípulos conscientes de seu lugar/missional e existencial neste mundo.

Para que isto aconteça de modo revolucionário, todavia, não precisamos de nada além do Tudo/Nada do Evangelho: uma Cruz vazia, uma Tumba Oca, e o Trono Cheio de Glória no qual Jesus está.

O que passar disso é necrofilia fetichista; e surtada particularmente na idéia de uma relação eternamente conjugal com um defunto chamado Constantino.

Vivam os tempos de sal sem saleiro!

Vivam os tempos do Corpo sem vestes!

Vivam os tempos do Pão sem receitas!

Bem-aventurado seja aquele que entender!

Sei que é Nele que digo o que digo,

Caio
Fonte: http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/soapbox/article.php?articleID=466

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